Craig Thompson: Carnet de Voyage
Depois de 'Blankets' (um dos melhores livors de Banda Desenhada que alguma vez li), Craig Thompson viajou durante 3 meses pela Europa e por Marrocos, onde não só promoveu a edição francesa da sua colossal obra-prima (à venda na Fnac portuguesa), como também fez alguma pesquisa para o seu novo livro, 'Habibi', ainda por acabar.
Para esse fim, Thompson levou consigo um pequeno caderno onde pretendia registar alguns apontamentos de viagem. Mas à medida que a solidão do seu dia-a-dia, as saudades de casa e as memórias da sua ex-namorada o atormentavam, Thompson serviu-se das páginas do seu caderno para se purgar dos seus fantasmas.
Eiland
Confesso sentir alguma dificuldade em escrever algo sobre a revista holandesa Eiland. Primeiro, porque não é verdadeiramente uma revista... depois porque os sonhos que contém são difíceis de descrever.
Eiland é o projecto conjunto dos artistas holandeses Tobias Schalken e Stefan J.H. van Dinther (os seus sites merecem uma visita). Inicialmente publicada independentemente pelos 2 artistas e por Stefan van der Heijden (que entretanto abandonou o projecto), Eiland viu a publicação do seu 3º número assegurada pela Bries, uma editora Belga especializada na edição de Banda Desenhada alternativa escrita em Inglês.
Com um total de 4 edições "nas bancas" e uma periodicidade esporádica, cada número da Eiland assemelha-se mais a um livro de Banda Desenhada do que a uma revista. Creio que, também aqui, o formato terá sido mais uma forma de experimentação do que outra coisa.
'Blankets' por Craig Thompson
De uma forma geral, os livros de banda desenhada sofrem de um certo estigma que os desprestigia aos olhos do leitor comum. Digo isto, não só por já ter estado desse lado da "cerca", mas também porque esse é o tipo de reacção com que me deparo quando elogio um livro deste género a alguém.
Palestina vol. II: Na Faixa de Gaza
Acabei hoje de ler o volume II de Palestina intitulado "Na Faixa de Gaza", um livro escrito pelo jornalista americano Joe Sacco que entre finais de 1991 e princípio de 1992 visitou os campos de refugiados junto à fronteira israelita.
A estadia de Saco por aquelas bandas deu origem a dois livros de banda desenhada, onde procurou retratar a realidade dos campos de refugiados, entrevistando os seus habitantes e vivendo entre eles.
MAUS I & II de Art Spiegelman
Quando uma amiga me falou de Persepolis, um relato autobiográfico da vida de Marjane Satrapi (enquanto criança no Irão) disperso por três tomos de Banda Desenhada, fiquei tão interessado que me apressei a comprar o 1º volume (o único traduzido para português) na Fnac, por 8 Euros. O livro é extraordinário em todos os sentidos. as ilustrações são deliciosas e a forma inocente e verdadeira como a história é contada, dá ao leitor uma perspectiva única sobre os acontecimentos que tiveram lugar naquele país na década de 80.
Escusado será dizer que em 2 noites apenas devorei o pequeno livro, o que me remeteu para outras leituras online sobre a autora e os restantes tomos, ainda por traduzir. Foi numa destas incurssões que pela primeira vez li sobre MAUS de Art Spiegelman, 2 livors que terão constituído uma fonte de inspiração para Persepolis.
_____Quotidiano Delirante (tomo 1) de Miguelanxo Prado
« Quinta-feira, 10 da manhã: Carmen entra no edifício do tribunal. Consigo, traz a convocatória que recebeu no correio.
Desorientada, aproxima-se de um indivíduo que fuma encostado a uma parede:
Miguelanxo Prado e «O Manancial da Noite»

"A cidade é uma horta em eterna primavera. Imagine-se quando germinarem todos os sonhos que foram semeados. Nesse dia, deixem-me simplesmente uma cadeira diante da janela."
-- Miguelanxo Prado em «O Manancial da Noite»
Esta é a história de MANUEL MONTANO (Monty), um detective privado sentimental em fase descendente, que é incubido de uma investigação especial: encontrar o Manancial da Noite.
Monty não está certo de compreender o que procura, mas es?tá determinado a não deixar que este trabalho acabe como todos os outros: sem dinheiro. Escrito com Fernando Luna, "O Manancial da Noite" tem um estilo policial algo diferente dos outros livros que li de Miguelanxo Prado. O resultado é francamente bom e as reflexões de Monty (tais como o exemplo atrás transcrito) são, para mim, do melhor que o livro tem.







