Elena e as Mãos dos Homens


Não fazia a minima ideia de quem era Armando da Silva Carvalho, mas o título deste livro encontrou os meus olhos, enquanto os percorria por uma estante na livraria Barata. Era uma frase sugestiva, que me fez pegar no livro e ler a contracapa:

"Há mulheres que adoram mascar coisas secas a qualquer hora do dia. Ou da noite. Pevides, grainhas de uva, amendoins, sementes de melão ou melancia. Esses pequeninos amargos de boca.
Seja o que for que seja seco.
Existe um certo erotismo nesse roer manso e paciente.
Sentadas num soalho coberto por mantas de artesanato, podem pensar em algo de oriental e meditativo. Mastigam pedacinhos de vida interior. Salivam minúsculos grãos de calma. Transformam com os dentes o ácido da vida e deixam-no ficar na língua, numa espera árabe.
- São afrodisíacas - dizia sempre a Rita a quem lhe apontava o vício. Um vício natural, biológico, puro.
Esmeralda não estava convencida."

A universalidade do texto fez-me sorrir. Apeteceu-me mais e resolvi comprar o livro. Raramente me decepciono com estes amores à primeira vista...

Li-o com vontade numas férias curtas que gozei em Junho e há algum tempo que estou para aqui escrever sobre ele. Hoje encontrei uns minutos, por isso, aqui vai:

{ Continuar a ler "Elena e as Mãos dos Homens" }

_____
Publicado por Tiago P. em julho 21, 2004 ąs 12:53 AM
Arquivado em Literatura Nacional