Nome a reter: Gonçalo M. Tavares
Acabei de ler Um Homem: Klaus Klump, o mais recente livro do jovem escritor Gonçalo M. Tavares. Foi também o primeiro livro que li, do autor, mas fiquei fã!
Gonçalo M. Tavares já publicou: Livro da Dança, O Senhor Valéry (pelo qual recebeu o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso), O homem ou é tonto ou é mulher, A colher de Samuel Beckett e outros textos (ambos adaptados para Teatro), O Senhor Henri e Um Homem: Klaus Klump. Recebeu ainda o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com Investigações.
Um Homem: Klaus Klump, é um livro sobre os Homens, sobre a guerra, sobre a violência e, também sobre o Amor em várias das suas formas. Nas primeiras 10 ou 15 páginas andei meia perdida, a tentar perceber o estilo e a mensagem, julgando até que o livro seria “marado” de mais para os meus gostos... mas logo engrenei na história e foi num ápice que cheguei ao fim.
Espero cativá-los para a sua leitura com o que se segue...
2 em 1
É verdade que tenho andado meio desaparecida aqui do blog... mas não tenho parado de ler...
Por isso venho dar-vos conta dos últimos dois livros que li, e que recomendo vivamente:
Para variar, António Lobo Antunes e o seu velhinho livro O Conhecimento do Inferno. Andava para o ler há bastante tempo, e parece que foi desta.
O livro descreve-nos uma viagem Algarve-Sintra, em que o narrador nos conta algumas das suas histórias enquanto médico em início de carreira no Hospital Miguel Bombarda. A escrita é a habitual...
Deixo-vos uma frase que em nada resume o livro e até muito pouco tem a ver com ele... mas que se me ficou na cabeça...
“... sentámo-nos no restaurante, procurei com o meu sorriso a tua boca, e desatámos a rir, por cima do bife, a alegria de nos descobrirmos mutuamente, de nos inventarmos, como as crianças, um morse apaixonado de sinais.”
O segundo livro que me trouxe até aqui é o Equador do Miguel Sousa Tavares, que já foi aqui referido pelo Luís Ene (não sei fazer links, mas vejam nos arquivos, porque até tem foto!). Gostei muito, muito!!!
Quando me apercebi que estava no fim torci pela história de amor... cujo desfecho em nada me surpreendeu, mas que “estupidamente” queria diferente!
Também vos deixo uma breve transcrição:
“ – Nunca mais a vejo?
- A mim? Não sei. Quem sabe? Os que não morrem encontram-se, não é verdade?
(...)
- Não. Não basta estar vivo. Depende de como se está vivo. Não se encontra só o que se encontra, mas também o que se procura. Nós não somos folhas levadas pelo vento, não somos animais à deriva. Somos seres humanos, com uma vontade própria.”
Espero que fiquem com vontade de os ler!
