A Varanda do Frangipani, Mia Couto
Eu não sou grande adepta da poesia. Prefiro romances, crónicas, contos... mas para mim, o Mia Couto é um poeta, e os seus romances estão inundados de poesia.
“Conheci-o” quando a minha irmã soube que ia para Moçambique. Lemos o Terra Sonâmbula e apaixonámo-nos pela sua escrita. Também li o Vinte e Zinco e O Último Voo do Flamingo.
Gosto especialmente das palavras que ele reinventa, descrevendo uma série de sentimentos ou sensações numa só palavra, que me era desconhecida até então, e que julgo não vir sequer no dicionário.
Agora li A Varanda do Frangipani, e mais uma vez fiquei rendida ao poeta que conta a história de uns velhos abandonados por tudo e por todos, num país abandonado à sua sorte, onde a lei do mais esperto é a que impera.
Não deixem de o descobrir... e aqui fica um pouco de “poesia”:
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