A Como és Boa

«Eu não quero um bebé.
O Hugo está preparado. Tem mulher, emprego, casa, carro. Falta qualquer coisa. Pensa que é um bebé. Não tem lá muita imaginação.

A verdade é que nós não comunicamos, por isso eu não posso de facto dizer-lhe que não quero um bebé. Nós falamos, claro, falamos naquela estranha linguagem que desenvolvemos com o propósito de evitar a comunicação. Criámos essa não-linguagem. Talvez seja um sinal de que a civilização está a regredir. De qualquer maneira, qualquer coisa está. Qualquer coisa está.

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Publicado por Tiago P. em abril 22, 2005 às 11:53 AM
Arquivado em Livros Estrangeiros

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